segunda-feira, 11 de abril de 2011

Ausência...

Estou em débito com minhas postagens, há 4 dias que não escrevo...
Apesar de pensar no assunto, e até mesmo desejar passar mais tempo escrevendo, é difícil pois a vida caminha, sempre exigindo aqui e ali, nossas ausências de nossos reais desejos. Por outro lado também nos reserva momentos especiais, que só nos damos conta depois que não mais o temos.
Tem sido assim com a perda de meu pai. Sinto sua falta, sua preocupação comigo, seu real amor, seu carinho em pequenos afetos, bilhetes e até mesmo na simplificação de minha vida, tentando resolver tudo que lhe era possível.
O amava, o amo ainda e sinto sua falta. Acabo percebendo-o nas pequenas lembranças de que ele fazia. E, as vezes, em maneiras de silêncio e produção das crianças - quando estão desenhando ou inventando algo, com as mãos, com o olhar, com as coisas...
É, sinto muito, muito sua falta. Do sorriso perdido, do desligamento aos materiais (se quebrar, quebrou; se bater, bateu) pois "tudo se passa como se nada houvesse passado..." eram suas palavras quando estávamos preocupados com bobagens - um vestibular, uma prova difícil, uma apresentação de piano...
É, saudade...

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